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Se tivermos alguns cuidados com os nossos cães, por forma a
mantê-los de boa saúde, poderemos usufruir da sua companhia durante
bastantes anos. A longevidade dos cães varia de raça para raça,
em média de 8 a 15 anos podendo atingir os 20 anos, admitindo que beneficiaram
de um bom tratamento. A saúde do cão depende de vários factores
(dieta equilibrada, higiene, exercício físico, educação,
vacinação, reprodução controlada, transporte, ...) principalmente
nos períodos mais vulneráveis da sua existência: infância,
gestação, aleitamento, trabalho e velhice. Dieta
equilibrada A nossa primeira obrigação, como donos, é
alimentarmos racionalmente o nosso cão. Nem sempre o que é bom para a
nossa alimentação serve para a dieta dos nossos companheiros. Os
restos além de desaconselhados, devido aos condimentos que albergam,
não são de forma alguma suficientes. O seguinte preparado
constitui um bom exemplo de uma alimentação equilibrada, o qual se
refere a um quilograma de ração.
- Carne (aves, vaca, porco) - - - - - - - - - - - - -
500 g
- Arroz ou massa
- - - - - - - - - - - - - 240 g
- Legumes
verdes
- - - - - - - - - - - - - 200 g
- Óleo de
milho
- - - - - - - - - - - - - 20 g
- Levedura
- - - - - - - - - - - - - 20 g
- Complexo
vitamínico -
- - - - - - - - - - - 20 g
Põe-se o problema de em dias muito quentes o preparado azedar mesmo
antes de adquirir uma temperatura a que possa ser servido. Nestes casos convém
cozer a carne à parte, quando já está cozida juntar os legumes os
quais, se finamente divididos, alguns minutos bastam para ficarem
cozidos. Deixar arrefecer e só depois misturar com o arroz já cozido
com a água escorrida, e regar com o óleo de milho e o complexo
vitamínico. Em alternativa podemos sempre recorrer a preparados
industriais de preferência secos. Os momentos da alimentação
também variam em função da idade do cão, devendo ocorrer de 4 a 6
vezes aquando do desmame (por volta dos dois meses), 3
vezes a partir dos quatro meses, e 1 ou 2 vezes em adulto
consoante o tamanho e o esforço físico despendido. Gostava
ainda de focar um outro aspecto: os ossos. Se por um lado
constituem uma fonte de cálcio e uma forma de massajar as gengivas e
exercitar os maxilares, por outro lado, representam uma verdadeira
ameaça à integridade física do cão. Isto porque podem lascar e criar
ferimentos bocais já para não falar em perfurações intestinais. Pessoalmente
não sou adepto de dar ossos aos cães, inclusive os de tíbia de vaca
que por serem maiores correm menos risco de se lascarem ao serem
mordidos ou de se espetarem na boca. Creio que é um risco
desnecessário, senão vejamos:
- quanto ao cálcio, este pode ser adquirido por intermédio de uma
alimentação equilibrada, inclusive, se não quisermos recorrer a
medicamentos, existe a farinha de osso que pode ser facilmente
englobada na ração diária.
- no que diz respeito às gengivas, dentes e aos maxilares existem
os chamados mastigatórios. Podem ser de várias formas (osso,
salsicha, sapato, costeleta, ...) e geralmente são feitos de couro
ou articulações prensadas. Para satisfazer a ânsia de morder
podemos ainda socorrermo-nos dos brinquedos de borracha em forma de
osso, bola, ...
Periodicamente
lave e desinfecte as tigelas destinadas à ração e à água, a fim de
prevenir a propagação de bactérias. No entanto tenha atenção aos
produtos que usa para este efeito, bem como se ficam alguns resíduos
que possam vir a causar intoxicações. Verifique
se o seu cão tem sempre água fresca e limpa disponível, principalmente se
a ração for seca. O cão perde quantidades apreciáveis de água pela
urina, fezes e respiração, podendo facilmente ficar desidratado e
sofrer danos físicos irreversíveis se for privado das quantidades
adequadas deste precioso líquido, principalmente após um esforço
físico ou em dias de muito calor. Miguel
Simões |