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Miguel Simões - Sistemas Electrónicos para treino de cães

Sobre a Alimentação dos cães

Se tivermos alguns cuidados com os nossos cães, por forma a mantê-los de boa saúde, poderemos usufruir da sua companhia durante bastantes anos. A longevidade dos cães varia de raça para raça, em média de 8 a 15 anos podendo atingir os 20 anos, admitindo que beneficiaram de um bom tratamento.

A saúde do cão depende de vários factores (dieta equilibrada, higiene, exercício físico, educação, vacinação, reprodução controlada, transporte, ...) principalmente nos períodos mais vulneráveis da sua existência: infância, gestação, aleitamento, trabalho e velhice.

 

Dieta equilibrada

A nossa primeira obrigação, como donos, é alimentarmos racionalmente o nosso cão. Nem sempre o que é bom para a nossa alimentação serve para a dieta dos nossos companheiros. Os restos além de desaconselhados, devido aos condimentos que albergam, não são de forma alguma suficientes. 

O seguinte preparado constitui um bom exemplo de uma alimentação equilibrada, o qual se refere a um quilograma de ração.

  • Carne (aves, vaca, porco)   - - - - - - - - - - - - - 500 g
  • Arroz ou massa                   - - - - - - - - - - - - - 240 g
  • Legumes verdes                  - - - - - - - - - - - - - 200 g
  • Óleo de milho                      - - - - - - - - - - - - -   20 g
  • Levedura                               - - - - - - - - - - - - -   20 g
  • Complexo vitamínico          - - - - - - - - - - - -   20 g

Põe-se o problema de em dias muito quentes o preparado azedar mesmo antes de adquirir uma temperatura a que possa ser servido. Nestes casos convém cozer a carne à parte, quando já está cozida juntar os legumes os quais, se finamente divididos, alguns minutos bastam para ficarem cozidos. Deixar arrefecer e só depois misturar com o arroz já cozido com a água escorrida, e regar com o óleo de milho e o complexo vitamínico. Em alternativa podemos sempre recorrer a preparados industriais de preferência secos.

Os momentos da alimentação também variam em função da idade do cão, devendo ocorrer de 4 a 6 vezes aquando do desmame (por volta dos dois meses), 3 vezes a partir dos quatro meses, e 1 ou 2 vezes em adulto consoante o tamanho e o esforço físico despendido. 

 Gostava ainda de focar um outro aspecto: os ossos. Se por um lado constituem uma fonte de cálcio e uma forma de massajar as gengivas e exercitar os maxilares, por outro lado, representam uma verdadeira ameaça à integridade física do cão. Isto porque podem lascar e criar ferimentos bocais já para não falar em perfurações intestinais.

Pessoalmente não sou adepto de dar ossos aos cães, inclusive os de tíbia de vaca que por serem maiores correm menos risco de se lascarem ao serem mordidos ou de se espetarem na boca. Creio que é um risco desnecessário, senão vejamos: 

  • quanto ao cálcio, este pode ser adquirido por intermédio de uma alimentação equilibrada, inclusive, se não quisermos recorrer a medicamentos, existe a farinha de osso que pode ser facilmente englobada na ração diária.

  • no que diz respeito às gengivas, dentes e aos maxilares existem os chamados mastigatórios. Podem ser de várias formas (osso, salsicha, sapato, costeleta, ...) e geralmente são feitos de couro ou articulações prensadas. Para satisfazer a ânsia de morder podemos ainda socorrermo-nos dos brinquedos de borracha em forma de osso, bola, ... 

Periodicamente lave e desinfecte as tigelas destinadas à ração e à água, a fim de prevenir a propagação de bactérias. No entanto tenha atenção aos produtos que usa para este efeito, bem como se ficam alguns resíduos que possam  vir a causar intoxicações. 

Verifique se o seu cão tem sempre água fresca e limpa disponível, principalmente se a ração for seca. O cão perde quantidades apreciáveis de água pela urina, fezes e respiração, podendo facilmente ficar desidratado e sofrer danos físicos irreversíveis se for privado das quantidades adequadas deste precioso líquido, principalmente após um esforço físico ou em dias de muito calor.

 

Miguel Simões

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  Actualizado em : 20/05/08